A água é indecisa

A água é aquele constituinte ao qual deveríamos cantar, pelo menos uma vez por semana (por exemplo ao sábado), uma serenata para demonstrar verdadeiramente que não podemos viver sem ele. Para além deste elo de ligação, digno de ser considerado fibra ótica, há um exterior e um interior que refletem o que é a água, e como ainda nos estamos a conhecer, pouco conheço dela, mas tenho a certeza sobre uma das suas características: é indecisa!

Por exemplo: a água (é uma brasa!) tanto termina um incêndio como começa uma queimadura, tanto reconforta suavemente como magoa asperamente, com as suas possíveis capacidades de atrito, tanto acompanha nas “travessuras” como faz perder a “doçura”, tanto enruga de felicidade a sua importância como “envelhece” de tristeza a sua abundância, e tanto circula em nós como sai em busca de um lugar mais “quente”.

A água é assim, vive duas vidas paralelamente, não a compreendemos, é indecisa. O H2O deveria ser o “slogan” daquela bebida … o Red Love, ou Love, ou lá como se chama!

P.S.: Ainda “não sei” se “A água é indecisa” é um bom título.

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