Breves Declarações – Parte Um

Hoje é um daqueles fantásticos dias da semana: é sexta-feira, amanhã é sábado, depois de amanhã ainda é fim-de-semana e é Dia de São Valentim e de Tintim, se é que me faço entender. Portanto, deixo aqui algumas breves declarações que tocam no coração de qualquer moça, de uma maneira não cirúrgica:

  • Não és perfeita para a sociedade, mas és perfeita para mim.
  • Não sei se és a mulher da minha vida, mas de tudo irei fazer para que sejas.
  • Eu sou “Bucha”. Queres ser o meu “Estica”?
  • Eu tenho uma “vara”. Queres ser o meu “anzol”?
  • Se há “bife” de atum, porque é que não haverá “nós”?
  • Deves ser dentista. És a única pessoa que me deixa sempre de “boca aberta” (e às vezes és tu).
  • Se eu fosse uma carta, gostaria de levar com o teu “selo”.
  • “AMO-TE!” com todas as letras, hífens, sinais de pontuação e traduções.
  • Não me importava de ir despejar o lixo todos os dias, só para te ver.
  • Eu não quero casar, porque “custa” muito, mas quero estar contigo, porque não “custa” nada.
  • Por ti, “calço” os sapatos e “sapato” as calças.
  • Adoro o ser vivo que há em ti.

P.S. Podem também utilizar estas declarações nos outros dias do ano.

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Dia dos Namorados vs. Dia da Mãe

O Dia dos Namorados é como o Dia da Mãe (por exemplo). Um é dedicado aos casais de namorados, o outro é dedicado a uma das pessoas que nos trouxe ao RPG que é a vida. E não é por ser filho e/ou pai, que vou andar a resmungar e a mandar as designadas “dicas” no Dia da Mãe, já que sou pai e/ou filho, em vez de mãe! Eu bem tentei mandar cá em casa, como uma mãe, mas não consegui impor essa hierarquia.

É verdade que há um Dia do Pai e um Dia da Criança/Filho (uma vez que o filho nasce como uma criança, excepto o Benjamin Button, coitado), então eles têm o seu massivo momento de comemoração. Contudo, senão há um Dia do Solteiro assumido, então, pela Lei do Anulamento do Produto (agora já estou a inventar), todos os outros dias, são “Dias do Solteiro”. E ainda há mais. Se o ano for bissexto, ainda há mais um dia para festejar! E por incrível que pareça, no Dia dos Namorados, os solteiros também podem festejar! Ainda por cima calha a uma sexta-feira este ano, portanto…

Portanto… Deixem-se de ser brutos e deixem lá os “casais de pombinhos” e das outras espécies, utilizarem as suas “lamechices” e os seus pensamentos eróticos que têm armazenado para um ocasião dita de “especial”.

A solução para metade dos problemas

Costumo ouvir, inclusive da minha boca: “Quando preciso disto, nunca encontro, (inserir palavrão)!”

Basicamente, o que antecede este mítico monólogo é o simples facto de não encontrarmos algo que precisamos momentaneamente, que está no sítio mais improvável da bagunça que fizemos, embora consideremos que tudo esteja gratificantemente arrumado e organizado (só não nos lembramos onde está esse “algo”, durante as buscas – coincidências) até ao inevitável confronto da realidade (e da verdade). Por outras palavras, a Lei de Murphy vence o Indiana Jones que há em nós. Talvez não sejam as melhoras palavras, mas uma frase síntese, contendo algo aparentemente inteligente, dá sempre o seu “oxigénio de graça” ao texto.

Se naquele dia não soubermos onde está a carta com a conta da luz daquele mês, embora guardemos todas as contas naquela pasta, dentro daquela gaveta, se naquela hora não soubermos dos brincos que combinam irresistivelmente com aquela roupa, embora guardemos todos os brincos naquela caixa, dentro do roupeiro (porque é que estou a falar desta maneira sobre brincos?) e infinitamente adiante, então basta começar a guardar qualquer utensílio no seu suposto local, logo no momento, ao invés de colocá-lo, ao calhas, dentro de casa, para mais tarde arrecadá-lo devidamente. Simples, não é? É. Melhor do que ouvir este monólogo constantemente, não? Sim. João (sim estou a falar contigo, no teu próprio texto), estás a aprender alguma coisa com o que escreves? Claro. E já que “não encontramos o que precisamos, apenas, exclusiva e unicamente, só quando necessitamos”, (pensamento que nos leva a pressagiar) então se tudo estiver em ordem e deixarmos de lado (ou para trás, ou extremamente lá para a frente) a invocação daquele animal, que raramente aparece no “BBC Vida Selvagem”, teremos tudo a correr, a andar, a bicicletar pelo melhor, sem transtornos, ou seja, como sabemos onde estará “aquela coisa”, o Deus da Calamidade nem irá aparecer para nos colocar num “Evereste de nervos”, à procura “daquela coisa”, suposta e extremamente importante. Não lhe dá pica. Nem vício.

Escrita por um médico e posteriormente traduzida por um farmacêutico, a receita para estas situações, seria muito sumariamente: “Não deixes para amanhã (ou para outro dia qualquer, “amanhã” pode estar a chover), o que podes fazer hoje (e agora)”. E por incrível que pareça, esta receita, que não vem de nenhuma “seita”, funciona em muitas outras coisas!

Não estamos em crise

Portugal é um país de estacas, onde se pode “destacar” inúmeras coisas (ba dum tsss!). Eu destaco a sua versatilidade na confecção de ditados, não daqueles que nos treinam para ouvir os relatos dos jogos de futebol na rádio, mas daqueles, que em breves palavras, sintetizam uns “Lusíadas”. Desde que a minha mãe interveio eletricamente em mim, oiço ditados. Aliás, a primeira frase que ouvi foi um ditado (pelo menos no meu ingénuo entender). Algo do género: “Quem anda à chuva, molha-se”, já que chovia torrencialmente naquele dia (se bem que isto nem deveria ser considerado um ditado, pois está cheio de lacunas (ex.: posso andar com um guarda-chuva e não me molhar) e não tem nada de sábio (o facto da água da chuva molhar é apenas umas das suas características físico-químicas)). Para além disso, todos nós nos lembramos das lições que os ditados nos deram na infância. Aquelas palavras ajudavam-nos a “continuar” o que estávamos a fazer, como uma pequena pausa de motivação.

Quero com isto realçar a importância que damos aos ditados ao longo deste pedaço de terra ex-Pangeia, e concluir que Portugal não está em crise. Não. Portugal apenas está a “ver-se grego”. A “ver-se grego” em quê? Em diversas coisas. Se não há dinheiro, emprego e afins, é porque Portugal decidiu seguir a máxima de um velho ditado. Portanto, não é preciso qualquer preocupação, está tudo bem com Portugal, a crise é como o regalo da traição, algo “das nossas cabeças”. Isto é mais ou menos (mais para o mais) como uma moda, há-de passar. É só perguntar a alguém ligado (verdadeiramente, não telefonicamente) ao Mundo da Moda, se os ditados irão estar presentes nas próximas tendências. Se não estiverem, é regressar ao velho estilo de vida, já que “não há duas sem três”.

A água é indecisa

A água é aquele constituinte ao qual deveríamos cantar, pelo menos uma vez por semana (por exemplo ao sábado), uma serenata para demonstrar verdadeiramente que não podemos viver sem ele. Para além deste elo de ligação, digno de ser considerado fibra ótica, há um exterior e um interior que refletem o que é a água, e como ainda nos estamos a conhecer, pouco conheço dela, mas tenho a certeza sobre uma das suas características: é indecisa!

Por exemplo: a água (é uma brasa!) tanto termina um incêndio como começa uma queimadura, tanto reconforta suavemente como magoa asperamente, com as suas possíveis capacidades de atrito, tanto acompanha nas “travessuras” como faz perder a “doçura”, tanto enruga de felicidade a sua importância como “envelhece” de tristeza a sua abundância, e tanto circula em nós como sai em busca de um lugar mais “quente”.

A água é assim, vive duas vidas paralelamente, não a compreendemos, é indecisa. O H2O deveria ser o “slogan” daquela bebida … o Red Love, ou Love, ou lá como se chama!

P.S.: Ainda “não sei” se “A água é indecisa” é um bom título.